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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Risadas Virtuais

 
 
Dias atrás estava conversando com uns amigos sobre os tipos de risadas usadas na internet. Fomos listando e explicando quando usamos cada uma delas. Conversa um tanto hilária.
 
No meu caso, não diversifico demais e uso apenas cinco tipos delas e das seguintes maneiras:
 
  • Hahahaha: Para coisas engraçadas, mas de leve.
  • Hehehehe: Praticamente a mesma coisa dohahahaha, mas com um pouco mais de malícia.
  • Kkkkkkkkk: Para algo bastante engraçado. Como sefosse uma risada alta.
  • Huahuahau: Risada irônica/sarcástica. Paraaqueles momentos em que você ri sem querer rir. Uma piada de mal gosto, umasituação em que você fica sem graça, por terem te “zoado” e por aí vai.
  • Rs: A mais simplória. Uso quando estou compreguiça das outras ou apenas para quebrar a seriedade de alguma coisa dita.

O legal é perceber que é algo feito inconscientemente e que cada um dá um propósito diferente às próprias risadas. Você não pega um dia para definir quais tipos usar. É completamente automático e quando percebe tem seu jeito particular de rir virtualmente. Pare e preste atenção!
 
Um amigo compartilhou um link com as risadas abaixo. Várias delas eu nunca vi e confesso não saber o significado de vários termos. Será que alguém usa mesmo? De qualquer forma é interessante passar o olho:
Emo: "KkkKkKkKkKKKKKKkkkKKKKKkkkKkk..."
Lol: "lol"
Noob lol:"loooooooooooooooooooooooooooooooooooooool"
Otaku: "Kukukukukukuku"
Nerd viciado em fóruns: "...risoletes..."
Retardado: "Uhuhuhuhuhuhuhuhuhuhuhu..."
Engasgado com Fandangos:"askaoskaoskpaskpakspopoaks"
Gay: "aiaiaiaiuiuiuaiaiiaiauiiuiaiaiai"
Tarado: "HOHOHOHO..."
Zina: "Ronaldo...."
Gargalhada: "HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!!!"
Risada diabólica: "Mwhahahahahahahahahah!!!
Chiada: "auehushauehushauehsuhs"
Risada molhada: "HUÁHUÁHUÁHUÁHUÁHUÁ"
Risada latido: "auauauauauauauauauauau"
Risada latida nerd:"ahuahuahuahuahuahuahuahuahuhhhh"
Risada de fazendeiro: "Xuxuxuxuxuxuxuxuxu"
Furry: "Yffyfffyfffyffyyffyff!"
Maggot: "Hahahahahaslipknothahahaha"
Frívolo: "ahsuhaiskdjlskck211233alkdnsbd133AAActrl+al+delahajkkk"
Baratão: "Ê, ê, ê, ê, ê, ê..."
Fudêncio: "Mimimi."
Chuck Norris: "Mwhahahavoutematarhahahaha"
Goiaba: hoieaheoiehaeioha (risada normal)
Goiaba: HieohEOIheoiheOIHE (risada média)
Goiaba: HIOEHAOIHAIOEHAEOIAH (Puta duma risada)
Engasgado: absaguausguasguasugauguas
Risada Binária(matrix):óiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Risada Binária 2: é uma cilada Bino
Bebê:asnmbcanmcbxzmnebaseiasyeuiasbcnmzbcsáls´daslcas´lcx´vcbcvãvcxvnbxc
Loser: FSDKLFSDMLMFDSLKMFDSDFSLKÇMLDFKÇFDSK
Colombiano: Hí-hí-hí-hí!!!
Aleijado:"Hahahahaaiaihaiai"
Mexicano: "jajajajajajajajajajaja"
Saga de Gêmeos: "HIHIHIHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA"
Risada de quem tem tico no bolso:"ASOKASOKASOKASOKASOK"
Risada do Elcadia: "SDÇLKDSÇLKSDÇLKSDLÇK"
Risada da Dona Neves: tché tché tché!!!
Silvio Santos: Há! haí!!
Sua tia: RSRSRS!

FONTE: http://desciclopedia.org/wiki/Tipos_de_Risada 
E você, como usa as risadas "internéticas"?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Confissão de um bêbado por conveniência

Bebi meia garrafa de vodka. Boa parte pura, apenas com gelo. A intenção não era ficar bêbado e sim buscar alguma parte do meu ser que fosse extremamente emocional. Disseram que poderia funcionar. (Lembrando que não é conselho de mãe!) Eu estava ansiando por um momento de divagações profundas. Queria soltar o que estava preso por cordas invisíveis, lá no fundo do ser, onde não dava pra tirar com a mão. Não queria despejar tudo no ouvido de algum amigo. Já havia o feito e não adiantou muita coisa. Além disso, as pessoas se cansam desse tipo de ladainha. (Eu sei, pois também acabo me cansando na situação inversa.) O fato é que acumulei sentimentos demais e a maioria sem a intenção, sem ter pedido por eles. Dei-me conta de tal façanha, inconscientemente, um dia desses em que você não faz nada além de pensar e no final percebe-se incomodado com algo. Eram sentimentos autossuficientes, que se nutriram sem ajuda externa. Foram bastante agradáveis e confortantes no início. Motivavam-me a procurar as melhores atitudes sempre. Contudo, após algum tempo, tornaram-se incômodos. As atitudes não eram mais convenientes e os sentimentos tiveram que ser reprimidos. Pensando melhor, as atitudes nunca foram convenientes, mas eram na minha cabeça, porque meu ego ficou inflado demais com um pouco de atenção ganha. O ego é bem assim, cheio de si. Você vai e torna-se espontâneo além da conta e fica querendo agradar quando devia ficar na sua. Bonito, não? Enfim, o álcool virou remédio, ainda que seja feio admitir. Mas danem-se as opiniões alheias! Já vi muita gente apelando para ele e era justo eu também tentar. Fui lá e entornei a minha vodka, coloquei para tocar aquelas músicas mais tristes e “morrânticas” e fui forçar um choro, daqueles de ficar soluçando. E meu apelo etílico acabou funcionando. Foram horas de lágrimas, xingamentos e lamentos até que consegui cansar meu lado emocional. Felizmente! Foi como fazer xixi depois de ter ficado extremamente apertado por ter bebido muita cerveja. Libertador. Passados alguns dias, reparei que meus lamentos diminuíram drasticamente. Era óbvio que seria impossível cessá-los por completo, mas a parte mais chata do que estava reprimido havia se esvaído com a vodka, com as lágrimas e com o xixi. A ressaca do outro dia também acabou sendo de extrema utilidade, uma vez que roubou quase toda a minha atenção e disposição para fazer qualquer outra coisa. Assim, após tal loucura bem sucedida, preciso dizer que não sei se é algo que funciona para todos, mas que um dia quase todo mundo acaba tentando afogar as mágoas e incertezas assim. E se não funciona, pelo menos ensina alguma coisa.

P.S.: Caso resolva tentar, tente sozinho e em casa. Não vá dirigir! E fique longe do celular e das redes sociais!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Mundo errado

O mundo está de cabeça para baixo.
Não há mais gentileza.
Não há mais sensibilidade.
Piadas têm a intenção de ferir.
O céu não é mais tão azul.
O verde está sumindo.
Sorrisos gratuitos são vendidos.
Pessoas matam por futilidades.
Roubaram a inocência dos inocentes.
Crianças furtam, brigam e só não assassinam por falta de força.
A corrupção contaminou até os defensores.
Competição é mais importante que a vida.
Familiares se odeiam.
Os casais não se respeitam.
Traição tornou-se comum.
As pessoas não se importam mais umas com as outras.
Tentam sempre acabar o romantismo.
E tentam sempre mudar o significado da palavra amor.

Tenho certeza que nasci no mundo errado.
Mas temos chance! Vamos fugir?
Criaremos o nosso mundo.
Aprenderemos a fazer fotossíntese.
Viveremos de amor, luz e água.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Pelas redes sociais

“Por mais que eu tente, não consigo entender alguns pedidos de amizade por aqui. A pessoa não fala nem "Oi" pessoalmente.” Há um tempinho escrevi isto no Facebook e como consequência ganhei uma discussão bastante interessante e me senti na obrigação de escrever sobre.
Algumas das respostas à frase:
  • Mas esse hábito é muito comum em Brasília inteira.
  • É um modo de começar a dizer oi também...
  • Entenda que é mais fácil manter relacionamentos virtuais hoje em dia!
  • Exatamente! Chegou ao ponto que me deixa indignada
  • Disse tudo. Já ia comentar que na sociedade atual em que vivemos, com as futilidades que emergem a cada minuto, se torna mais fácil manter relações virtuais, com pouco ou nenhum contato... É triste, mas compreensivo...
  • Daqui uns dias a internet será tão necessária como água e energia elétrica. Na verdade, as pessoas que só conseguem conversar e se abrir via internet não estão sendo covardes ou desonestas. Elas estão sendo elas mesmas com a ajuda do pc. Sou total a favor de o mundo virtual influenciar a vida real. Ambas são vividas por nós, são construídas por nós.
As respostas que recebi abrem ganchos para diversos questionamentos sobre as relações sociais e a internet. Tentando focar um ponto eu pergunto: Adicionar nas redes sociais alguém que eu nunca vou falar pessoalmente é um comportamento exclusivo da cultura de Brasília? Qual a intenção de alguém que insiste em ter a outra como amiga virtual, mas nunca fala com ela ou comenta nada?

Uma das coisas que mais me empolga na rede é a possibilidade de interação gratuita com pessoas do mundo todo e o compartilhamento de qualquer tipo de informação em tempo real. Outra é a capacidade de expressar opiniões ou sentimentos e instantaneamente ter uma resposta/opinião após décimos de segundo. Acho incrível essa velocidade com que as informações são trocadas.

As pessoas podem usar o mundo virtual para terem espaço com outras pessoas, pra fugirem de sua timidez, pra levarem um fora sem o peso do mundo real, pra tentarem ser mais sociáveis. A internet facilita diversos pontos das relações humanas, mas as pessoas precisam fazer jus ao que está disponível. E com todas estas facilidades ainda é possível encontrar quem adiciona Deus e o mundo como amigos virtuais e não têm a capacidade de dizer um “Oi” ou demonstrar interesse por algo dito. E esse objetivo indefinido destas pessoas desperta a minha curiosidade e ao mesmo tempo me deixa intrigado.

Eu, particularmente, não quero alguém no meu Facebook, por exemplo, apenas olhando o que faço. Quero quem interaja comigo e que me encontre na rua e continue algum assunto, estendendo o contato pessoalmente. Por diversas vezes já aceitei desconhecidos nos meus perfis dando uma oportunidade de começar uma amizade ou apenas trocar informações comuns. Contudo acabei por excluí-las por terem ficado lá de enfeite apenas aumentando a quantidade de “amigos”. Hoje eu costumo recusar imediatamente boa parte das pessoas que me adicionam do nada e sem dizer nada.

Não é porque o Facebook te sugeriu alguém que você tem que ir lá e adicionar. Podemos ter afinidade, mas não é porque somos da mesma cidade que vamos ser amigos.

Posso estar sendo chato ou sendo muito restrito, porém com todas as facilidades da internet e todas as maravilhas que me encantam nas redes sociais, prefiro ser mais aberto pessoalmente a virtualmente. Como as informações trafegam com uma velocidade gigantesca por aqui, vejo que dar espaço facilmente a desconhecidos é o mesmo que deixá-los ouvir conversas de cunho muito pessoal e dar liberdade para espalhar para quem quer que seja. E por mais que se limite o acesso às informações, alguma coisa sempre fica acessível e sabe-se lá o que uma pessoa (que você não sabe se é boa ou má) irá fazer com o que conseguiu.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Deixe-me aqui!

 
Deixe-me aqui com meu romantismo!
Expressando como se não houvesse amanhã.
Deixe-me aqui sem medo de sentir!
E sem ligar para reprovações ou limitações.
Deixe-me sentado encarando o teto!
Divagando e sonhando sem fechar os olhos.
Deixe-me sorrir sem motivos e por motivos bobos!
E gargalhar por pensamentos aleatórios e sem nexo.
Deixe-me odiar meus sentimentos e logo após amá-los!
Mandá-los para longe e depois correr para reavê-los.
Deixe-me aqui com minha inconstância!
Com minha vontade de ficar calado e ao mesmo tempo gritar para o mundo.
Deixe-me aqui com minha facilidade parar amar e minha impaciência para esquecer!
Apenas deixe-me aqui, mesmo que sozinho!
Ou se preferir venha sentir também. Mas sem medo!
Não aceito medo de sentimentos e muito menos repressões.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Pensando em mudanças


Sem radicalismo ou incentivado por alguma revolta olhei-me no espelho e pensei alto, como um grito suplicante para mim mesmo: “Hora de mudar!”. Físico? Comportamento? Roupas? Falas? Caminhos? Tanto faz! Qualquer coisa que trouxesse aquele sentimento raro de “estou passos à frente”. Meu eu ansiava por mudanças, por reconstruções. Aquela ânsia de evoluir, sabe? Não porque me disseram que preciso, muito menos por algum sentimento idiota de exclusão. Apenas porque o que é rotineiro me cansa, porque a previsibilidade me deprime e porque quero ser sempre melhor em alguma coisa. Que seja egoísmo! E se de fato for, estou certo de que não estarei fazendo mal a ninguém. E ainda que ninguém note, quero olhar para trás e pensar “Como estou melhor agora!”. Notar que amadureci em algo e ter orgulho de mim mesmo por qualquer besteira. Na verdade, besteira aos olhos alheios, pois para mim não terá sido nada em vão. A maioria das pessoas só sabe falar, falar e falar. E enquanto o fazem estarei eu caminhando, correndo e talvez pulando e no interior me sentindo muito bem, obrigado.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Durante o depois


 
Xinguei, praguejei e reclamei .
Segurei o choro, abafei o grito, me ausentei.
Não queria mais sentimento. Sentimento pra quê?
Apeguei-me a tudo que pudesse rimar com indiferença.
Ansiei por insensibilidade, pedi por frieza.
Desejei odiar. Quis ignorar.
Segui conselhos. Dei-me conselhos.
Acompanhei-me de músicas,
que tiravam palavras da minha boca.
Enfeitei os espaços vagos com filmes,
que remetiam à realidade.
Fui viver.
Dancei, corri, pulei, escrevi. Farreei.
Aceitei carinhos aleatórios.
Abracei, beijei e enjoei.
Esquentei, aliviei e fui me esconder.
Fugi do pensar, mas pensar era inevitável.
Desviei o olhar, procurei outro espaço.
Motivei-me. Alcancei a distração.
Esqueci.