Sem querer desmerecer nosso país, mas uma pergunta que sempre me fiz e agora tenho feito mais do que nunca: De onde vem essa cabeça tão preconceituosa de tantos brasileiros? É algo que não consigo chegar a uma conclusão. Estou fazendo uma generalização, pois obviamente é algo que acontece no mundo todo, mas ainda assim parece ter uma intensidade maior em solo brasileiro. Tudo que de alguma forma faz parte da diferença tem sempre alguém ao lado pra poder julgar, “zuar” ou recriminar. Não seria mais fácil ver e acreditar que o mundo está em processo constante de evolução e que as coisas nunca vão parar de mudar?
Negros, deficientes em geral, pobres, homossexuais, transsexuais e tantos outros gêneros... Não foram pessoas que um dia resolveram ser diferentes. Nasceram como são. E sinceramente, vejo o termo “diferença” como algo muito vago. Ninguém tem o direito de chegar e dizer que é fisicamente ou mentalmente o padrão de alguma coisa e fazer qualquer comparação que seja. Ninguém, em toda história da humanidade, nunca foi igual ao outro. Até mesmo gêmeos idênticos diferem-se em algum aspecto. Não existem iguais e jamais existirá. Fato.
Se o mundo muda é por alguma razão. E não muda apenas por causa da mão do ser humano. Quase tudo sempre foi involuntário. Os animais não foram se adaptando às mudanças climáticas? Então! O homem também está em processo constante de mudanças. O triste é perceber que mentalmente muita gente vai ficando para trás, pois não conseguem aceitar este processo. E vão criando conflitos, guerras e mortes. E para quê? Pra dizerem que são absolutas e melhores?
E Deus? É possível mesmo que Ele condenaria ao sofrimento e à morte as pessoas por serem diferentes? Como disse o Felipe Neto (@felipeneto) em um dos vídeos que postei abaixo “Se o Deus que você acredita joga os gays no inferno, ele não merece a sua fé! Se o seu Deus faz isso, ele não é melhor do que o tal do diabo!”. Apesar de ter quase a mesma visão, não quero entrar no mérito para discutir religião.
Por conseguinte, vale repetir algo que já postei no twitter uma vez: Simpatize pela exceção e pela diferença! Elas são o caminho para fugir do clichê e do ordinário.
Abaixo, dois vídeos que o assunto preconceito é abordado e que vale a pena serem compartilhados.