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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Silêncio escrito

Em um mundo imaginário, mas real...
Ou real de fato, mas imaginário...
A faca amarrada ao pensamento dilacerou
Cortou fundo, sem sujeira
Fez sentir um desconforto nas entranhas
Pressão no peito. Inquietude
Muitas vezes e parou.
Torpor.

Reclamar? Para quê? Por quê?
Prefiro o silêncio
O silêncio já virou pele, pele sobre a pele
Tornou-se abrigo, conforto e morte
Covardia disfarçada
Tornou-se mudança de perspectivas
E de certezas
Um mergulho de cabeça no egoísmo
Assertivo pois

Encarar a solidão e passar a apreciá-la é um pecado aceito
Loucura, talvez digam
Teatro, talvez já disseram e ainda dizem
O fato é que não importa mais
O mundo gira, com ou sem compreensões
Com as muitas tempestades de julgamentos

Eu fico com o silêncio!
Com o egoísmo
Com o nada bem aproveitado
Com o que vem de bom grado
E sempre vem em abundância, obrigado!

Danço com a solidão sorrindo
Distribuo sorrisos
Abraço a gentileza
E amo muito!
Afinal, não aprendi ser diferente
E agradeço por saber enxergar além do comum
Por que apesar de tudo, a vida é linda!

E o mal...
O mal vai coexistindo, pois o bem precisa dele.

Fonte: https://pixabay.com/p-799598/?no_redirect

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Depois


Depois

Depois da presença provocada
Das conversas de fácil continuidade
Das trocas de olhares
Dos sorrisos

Depois da naturalidade do toque
Dos beijos roubados
Dos abraços inteiros ou pela metade
Do sexo por qualquer motivo

Depois da intensidade
Das frases bonitinhas
Das juras de amor
Dos planos a curto e longo prazo

Depois da saudade
Do cheiro bom que ficou na roupa
Da vontade de estar perto a toda hora
Da vontade de fugir junto

Depois das brigas
Dos desentendimentos idiotas
Das reconciliações
Do amor com arestas aparadas

Depois de brincar seriamente com a sinceridade
De todo sentimento verdadeiro
Do deixar acontecer
Do querer bem

Depois...
Do depois...
Do depois que acaba
Do tempo que passa e tudo é início de novo.


sábado, 31 de março de 2012

Egoísta

Hoje eu não quero ser responsável.
Não quero ser organizado.
Não quero ser educado.
Não quero ser prestativo e nem atencioso.
Não quero ser bem humorado.
Não quero ter que resolver problemas.
Não quero escutar desabafos ou ceder conselhos.
Não quero nada que não seja meu.

Hoje meu colo está fechado para balanço.
Meus ouvidos só recebem música e elogios.
Minha fala emudeceu-se.
Meus braços estão atados. Só abrem para abraços bem dados.
E minhas pernas estão presas ao chão.
Se quiserem que eu ande, que me carreguem!

Hoje eu quero falar palavrão.
Quero reclamar de tudo e de todos, ainda que para ninguém ouvir.
Quero bagunçar o meu quarto, sabendo que arrumarei amanhã.
Quero usar qualquer roupa e não pentear o cabelo.
Quero ser chato e exigente.
Quero ser egoísta e não me preocupar com nada.

Hoje eu não quero cuidar de ninguém!
Quero é que cuidem de mim.
E só!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Sou(L)

Sou aquilo que vês.
Aquilo que a sociedade acha que permite.
Aquilo que os olhos analisam e nem sempre alcançam.
Aquilo que só eu sei ou só você poderia saber.

Sou o filho, o neto, o sobrinho, o irmão, o amigo, o amante...
A criança que cresceu.
O adolescente virando adulto.
O mais velho com cara de menino.
O maduro brincalhão.

No fundo sou muito mais que qualquer predefinição
Vou muito além das vãs proposições.
Faço mais do que poderia.
E posso ainda mais. Tanto que nem eu sei.

Se frio estou, é porque o meu redor me gela.
Se morno, porque um pouco eu já conheci.
Se quente, é porque não tenho mais medos.
Mas se merecem, ainda pego fogo.
Se não, eu fujo!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

À mercê do tempo

Derreti-me no seu beijo
Desmontei-me em seu abraço
Adormeci em um cafuné
Fui acordado com uma lambida
Empolguei-me com uma mordida
Apossei-me do seu colo
Perdi-me no seu olhar
Concentrei-me em seu sorriso
Viajei no seu perfume
Esqueci-me do resto
Resto? Que resto?

A hora passou despercebida. Muitas horas.
E você teve que ir embora.
Tempo cruel! Tempo invejoso!

 

“Será que o tempo tem tempo pra amar ou só me quer tão só?” (Móveis Coloniais de Acajú)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

E assim foi…

Ele está muito bem.
Ciente da perda, contente, porém.
Cansou de seus tormentos.
Cessou os seus lamentos.
Fez bem.

O chamaram de pobre de inteligência.
O acusavam de extrema carência.
E empurravam-no para o fundo do poço.
Eram críticas demais sobre o moço.

Ele não era culpado.
Tudo sempre fora bem racionado.
Só que dos sentimentos quem entendia?
Coisa chata, cheia de psicologia!

Ele queria qualquer verdade.
Aceitar mentiras era imaturidade.
Mas viver mentiras era muito pior.
E ele sabia que realismo era melhor.

Correspondido nunca foi fácil ser.
Diante do livre-arbítrio é conformar ou sofrer.
Pois reciprocidade não se subestima.
Ainda que o amor de si se aproxima.

Ele seguiu a vida conformado.
De que a vida não funciona como programado.
Ficou bem, pois dos problemas esqueceu.
E o sentimento involuntário, finalmente morreu.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sem querer


Repito que não gosto das rimas, mas um dia eu irei me aperfeiçoar e conseguir usá-las. Estou me determinando a isso. Quero tentar compor uma música qualquer hora, ou várias.

 
 
Mais um teste...

 
 
 

Sem querer

Sem querer, sonhei.
Ao tentar fugir, pensei.
E lembrei-me do doce, do quente, da gente.
Lá na frente.

Fiquei divagando. Nem devia.
Nem ficar suspirando poesia.
Alguém, por favor, jogue água fria!
Pois não quero arrependimentos durante o dia.

Eu já sou grandinho. Moço feito.
Mesmo com meus defeitos
E ainda perdendo o jeito
Mamãe me ensinou a ser moço direito.

Meu coração quis falar
E tudo pra fora soltar
Mas do realismo me safar
Quem poderá me ensinar?

Quebrar a cara eu já aprendi.
E sei quantas vezes sofri.
Digo que nunca me arrependi.
Pois pelo menos vivi.

Foi sem querer! Quer fugir?
Foi sem querer! Quer ficar?
Foi sem querer! Quer sentir?
Foi sem querer! Vai desdenhar?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sons no silêncio

Uma voz silenciosa grita sem que ninguém perceba

Um grito mudo meio ao silêncio ensurdecedor, vezes impenetrável.

Na vontade oculta de expressão

Vontade involuntária de sentir e não ter preocupação

Vontade de ter cada vez mais vontade

E da vontade construir castelos de cartas, de ingressos ou mesmo de copos.

 

Mas há medo. Medo do medo. Medo de ter medo. Medo de causar medo.

Medo. Palavra chata. Torna o grito ainda mais intenso em sua mudez.

Silencia os gestos mais transparentes.

E faz da boca distribuidora de racionalidade.

 

Não há falsidade. Pelo contrário! Há sinceridade em excesso.

Boas intenções e planos que nem sequer foram imaginados.

E também palavras que não foram escritas ou ditas.

Tudo preso em uma caixa sem fechadura e com pouco espaço para ideias de fuga.

Alimentando, hora ou outra, em frequências alternadas, o grito sem som.

 

O grito chega a aproximar-se, por vezes, do audível.

Porém é abafado pelo som do tempo.

Tempo autoritário que vive de inveja e passos curtos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Fica!

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Calma! Você está indo aonde?
Não vá! Espere o dia amanhecer!
Daqui a alguns minutos as cores começarão a se contrastar.
O sol vai nascer e não vai faltar luz.

Não se preocupe com as pessoas! Elas sempre vão falar.
Não adianta reclamar do tempo, pois ele sempre passa.
O mundo gira involuntário à nossa vontade.
Sempre foi assim. Sempre será.

Tudo bem, eu não sou perfeito, mas posso tentar.
Medo, todos temos. E não tem problema se o seu é maior.
Melhor ter medo acompanhado.
Ou ignorá-lo com algum apoio.

Minha mão pode segurar a sua, se quiser.
Se me der liberdade ainda te puxo por aí.
Eu não conheço nada do mundo, mas mostro tudo aquilo que me encanta.
E ainda deixo você conhecer os detalhes que ficam implícitos.

Viu? O dia amanheceu.
Fique um pouco mais! Já a tarde chega.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Anseio

Um colo confortável, um cafuné afetuoso

O som de uma respiração e seu calor no ouvido

Um beijo terno no pescoço, um arrepio frio

A perda de si mesmo em um abraço

Elogios fora de hora

Mensagens cheias de significado

Ligações terminando em “Eu te amo”

Pele sobre pele. Osso sobre osso.

Olhares cruzados.

Sexo. Doce, salgado, azedo, apimentado.

 

O amargo sabor do querer o que está longe, mas nem tão longe

A louca vontade de abusar acidentalmente do romantismo bobo

O calor de uma mão a puxar para qualquer lugar

Zzzzzzzz...

 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Rimas

Nunca fui muito fã de rimas. Acho que elas limitam muito na hora de escrever. E falo isso por mim! Por não conseguir usá-las com primor, como os super poetas da nossa história.

Hoje resolvi tentar escrever um poema usando-as. Resultado: odiei. Não é o meu estilo de escrever, mesmo! Vamos ver se alguém gosta. o.O

Leia-me!

Olhe pra mim!
Interprete o contexto
Nem tudo é sim
E nem sempre com mesmo pretexto

À primeira vista não há nada
À segunda também não
Possivelmente é uma charada
Ou uma simples denotação

Atente-se ao meu olhar!
Nas palavras que meus olhos dizem
Elas têm a intenção de acarinhar
Ou são apenas imprevisíveis

Atenha-se ao meu sorriso!
Ele também possui falas
Com ou sem juízo
Em pequena e grande escala

Lembre-se!
Expressões nem sempre são confiáveis
Traços e gestos, detestáveis
E por vezes, muitas vezes, também deploráveis

Se há dúvidas, pergunte!

A dúvida agonia
A espera, vã, faz machucar
Aí, ou é ficar naquela de analogia
Ou concluir e conformar

Quando nada der respostas
Leia a transparência!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ah, o amor!

 

Certo dia encontrei-me apaixonado

Após achar que era coisa de filme e novela

Amor? Pensei que fosse apenas familiar

Não acreditava quando alguém o relatava

Você apareceu sem ser convidada

Pegou minha mão e me levou a mundos diferentes

Apossou-se do meu coração sem pedir permissão

E acorrentou-me ao seu jogando a chave fora

Nunca soube exatamente o significado da palavra incondicional

E incondicional tornou-se o meu sentimento

Este que demorei admitir que fosse o tal amor

E que consumia meu corpo e mente a cada dia

Você correspondia a cada desejo

A cada carência, fosse ela mínima ou extrema

Aceitava meus defeitos e os fazia parecerem qualidades

Fazia-me companhia fosse a solidão a mais repentina

Apaixonei-me pelos seus olhos, pelo seu sorriso, pelo todo...

E mais ainda pela sua presença a qual queria sempre mais

Minha vontade era mostrar para o mundo todo o meu amor

Fazer cada ouvido, mesmo os surdos, ouvir

Porque assim saberiam que o amor existe, sim!

Sempre existiu e sempre existirá

E ai de quem duvida!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Desencontro

 

Você me olhou e eu estava distraído.
Houve atração da sua parte, mas minha cabeça enchia-se de outras ideias.
Minha percepção estava dormindo.
E os olhares decidiram não se encontrar.
A noite continuou com miséria de emoções.
Você esqueceu da minha existência e o tempo passou calado.
Desencontro.

Após um tempo considerável, coisa de anos, eu te vi.
A atração me puxou pela mão e eu fiquei a te olhar.
Seu olhar encontrou o meu.
Empolgação.

Em minha mente, te via pela primeira vez.
Mas você me via pela segunda.
Arrisquei um papo solto.
Você relembrou que me olhou.
Relembrou que em minha cabeça tinha outras ideias.
E finalizou algo que nunca havia começado.

Minha mente foi obrigada a vasculhar resquícios de um momento não vivido.
Meu olhar obrigado a se perder sem rumo, talvez no chão ou no teto.
A empolgação foi arrancada e levada para longe.
E mais uma vez o desencontro…

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Divergências

Eu te dei a mão. Você quis o pé
Dei o joelho. Você quis o cotovelo
Eu queria sol. Você quis chuva, raios e trovões
Eu quis cinema, você balada
Eu quis comer até ficar estufado. Você queria dieta
Eu acendi a luz. Você queria o escuro.
Eu queria rock. Você Pagode.
 
Passei a oferecer o pé.
A dar o cotovelo
Pedi por chuva, raio e trovões
Animei para balada
Resolvi que iria emagrecer
Passei a apreciar o escuro
Pagode nem que eu quisesse!
 
Você ignorou, mudou para outro planeta e tornou-se muda.
Eu te mandei ir à merda...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Romantismo

Cada vez mais fica evidente o quão menos importante tem sido o conceito de romantismo atualmente. As pessoas passaram a ver o mundo de uma maneira mais sexual e esqueceram um pouco do sentir. Claro que é quase impossível encontrar alguém que diga que o sexo é algo ruim. E de fato não é! Porém, além do sexo, ter e alimentar um sentimento por alguém e a partir dele ser romântico pode ser algo ainda mais prazeiroso. Se você conhece algum dos raros românticos de hoje peça-o para descrever tal prazer!

Já observei que, para as mulheres em geral, o homem romântico é aquele que abre a porta do carro, que manda flores, cartões... Mas acho que o romantismo tem uma visão bem mais ampla que estas características.

Na âmbito artístico, por exemplo:

A palavra romantismo designa uma maneira de se comportar, de agir, de interpretar a realidade. O comportamento romântico caracteriza-se pelo sonho, por uma atitude emotiva diante das coisas e esse comportamento pode ocorrer em qualquer tempo da história.

Romantismo designa uma tendência geral da vida e da arte; portanto, nomeia um sistema, um estilo delimitado no tempo.

FONTE: http://www.historiadaarte.com.br/arteromantica.html

Vejo o romantismo como todas as formas de demonstração vindas de um sentimento por outra pessoa. Aquela vontade de expressar o sentimento das mais diversas maneiras. Mandando flores, escrevendo poemas, declarando o amor e deixando tudo aquilo sentido ser ouvido e percebido. E hoje as pessoas parecem ter medo de deixarem-se levar por tudo isso. É tudo de uma certa forma mais carnal e ao mesmo tempo fria.

O sentir torna tudo tão mais bonito e o romantismo faz com que as emoções sejam mais trasparentes. O beijo passa a ter sabor. O abraço esquenta, conforta e abriga. O sexo fica extremamente mais gostoso. E até o mundo passar a ganhar mais cores. Não é vergonha mostrar-se apaixonado! Vergonha é deixar-se reprimir. E se você ainda é romântico de alguma forma, não deixe que as situações do mundo de hoje mate isso em você! Por conhecimento de causa afirmo que pode ser algo impagável.

“Sinto falta de poder ser romântico...”

E por fim, outro poeminha bobo que escrevi anos atrás.


Desejo


Há tempos desejei sentir e ser correspondido
Desejei desejar e ter o desejado
Quanto mais desejava, mais longe ficava de meu desejo
Desisti de desejar... E desejei em segredo
Desejei não mais desejar
Acabei descobrindo que sem desejo nos conformamos com pouco
Então, o melhor é desejar sempre
Mas desejar na medida certa...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Um breve comentário sobre sonhos

O ser humano é expert em matéria de sonho. Sonha em ter dinheiro. Sonha em ter uma casa própria. Sonha em ter um carro. Sonha em viajar. Quando alcança todos os primeiros, recomeça a sonhar. O rico, cheio de dinheiro, quer poder. O ator amador, com uma graduação em artes cênicas, quer fama. A moça romântica, realizada profissionalmente, quer o marido perfeito. Assim, o ser humano nunca está satisfeito com o que já tem e é óbvio que nunca estará. Algo natural, digamos. São estes sonhos que movem o mundo? Provavelmente! Contudo, pra muita gente não é nada fácil traçar metas e objetivos a fim de realizá-los. E mais uma vez enfatizo a ideia de que alguém poderia inventar e vender determinação e motivação em cápsulas. rs.





E um poeminha bobo que escrevi há um tempo...


Há dias estou construindo um castelo
Pedra após pedra, pedra sobre pedra
Seu tamanho ainda é um mistério
E também não sei o que irei abrigar
É certo que serão coisas boas

Quero que as paredes sejam fortes o suficiente
Que suportem o vento mais forte da madrugada
E o vento de uma tempestade má
Que suportem o sol forte de um dia cheio
E o mormaço vindo de algum lugar por aí

O que for guardado será visto somente por bons olhos
Olhos que admirem, olhos que desfrutem...
Olhos que um dia quem sabe possam também se abrigar

domingo, 5 de dezembro de 2010

Das Crônicas do Menino Bonzinho Parte II


O menino bonzinho, romântico e bobo

Que sente além dos padrões

Que acredita que as metades podem ser inteiras

Que se esforça sempre para não cair no mundo dos que não acreditam

E sonha em viver no mundo bonito das músicas, dos filmes e peças de teatro

O menino bonzinho, romântico e bobo

Que teve um pedaço do coração arrancado e perdido

Que quis sofrer anos a fio, mesmo que sem a intenção consciente

Que aposentou o romantismo para ser do mundo

Que tornou-se insensível sem a intenção de ser

Que aprendeu a se divertir e a viver

Que um dia acordou e sentiu vontade de reviver seu romantismo

E percebeu que os que acreditam tornaram-se raridade

O menino bonzinho bobo

E romântico?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Fases

Imagine o mundo preso a uma rotina de coisas sempre iguais? Acredito que seria bastante chato. Independentemente do âmbito, tudo na vida é feito de fases. Prestar atenção nestas fases pode ser bastante válido.

Ninguém é sempre feliz ou sempre triste. Sempre há coisas mais enfáticas para nos preocuparmos, que variam de acordo com a época. Acho que o luto é o maior exemplo disso. Ninguém fica de luto pelo resto da vida. Mesmo que se sinta sempre a falta da pessoa que partiu, aquele momento ruim vai perdendo a relevância. E assim acontece com os amores, com as companhias diárias, com o gosto musical e por ai vai… Até cheguei a reparar, dias atrás, o quanto meu gosto musical mudou e hoje ouço coisas que não tinha paciência de ouvir antigamente.

No geral, o que quero dizer com esse post é que pensar nessa questão pode ser um aditivo para o otimismo, além de ter um pouco de realismo também. Porque se você está em uma fase ruim hoje, pode ser que amanhã seja o dia de ter uma fase boa. E sempre há um aprendizado. Você sempre terá a oportunidade de mudar e quase sempre vai mudar sem nem mesmo perceber. Pode estar carente hoje desejando com todas as forças uma companhia e amanhã poderá querer curtir a vida sozinho. Fases!

Até engraçado escrever sobre isso, já que fica parecendo um texto de autoajuda. Talvez seja mesmo…

E o texto abaixo foi escrito, há alguns meses, para um amigo que sofria com o término de um relacionamento, mas acabei por não mostrá-lo. Acho que esqueci. Hoje em dia ele parece estar numa fase bem agradável da vida e com outros focos. Estaria eu provando essa teoria das fases? rs.

Uma metade pode ser inteira
Uma realidade pode ser mudada
O mundo gira, as paisagens mudam
As folhas caem, novas nascem
O novo pode superar o velho
E pode ser rápido como um passo após outro
O tempo insiste em ter poder
Poder sobre a metade e sobre a realidade
E o tempo vence, define seus padrões e junta-se à ideia das particularidades
A paciência vem em consequência
Surge a espera, seja ela desnecessária
As oportunidades já existem…
Sem valor, se não buscadas.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Das Crônicas do Menino Bonzinho

Acredito que esse tenha sido o primeiro texto das "Crônicas do Menino Bonzinho" a nascer, há dois anos.


E o menino bonzinho tentou ser mau

Tentou passar por cima dos próprios princípios

Tentando ser racional, quase foi engolido pela razão

Tentou ignorar o que o incomodava e o incômodo o perseguiu

Não conseguiu encarar a verdade, agindo sem pensar

Caminhou, caminhou, caminhou e não se moveu

Falou além da conta e tornou-se endividado


Agora finge que é forte sem conhecer o que é a força

Segura o sentimento desconhecido e é denunciado pela sua transparência

Engana-se com a tentativa do engano e sofre com a sensação de aperto

Ele sofre por dentro e as lágrimas não caem por vergonha

Ainda quer ser mau, porém o seu coração é muito grande


É o menino bonzinho de sempre

Aquele que quer solucionar todos os problemas

Mesmo os que não estão ao seu alcance

Aquele que enxerga qualidades nos defeitos e ainda acredita nas pessoas

Aquele que se esquece de si mesmo para tentar ajudar

E ajuda! Mas sofre por não conseguir ajudar a si mesmo


O menino bonzinho de sempre

Aquele que nunca vai conseguir ser mau

domingo, 21 de novembro de 2010

Reticências

Texto um pouco antigo que guardo e tenho bastante afeição...

Eu quis e continuo querendo
Já chorei, esperneei, gritei, lamentei
Mas não foi suficiente
Resolvi decidir
E então decidi
Sem saber ao certo se era certo
Mas não foi por maldade
Não foi por egoísmo
Não foi por vingança
Foi por amar demais
Por querer demais
E por ter
E ao mesmo tempo não ter

Hoje.......
Lutar, lutar e lutar
Encontrar força em palavras escritas
Talvez ditas
Em abraços inesperados
Em momentos descontraídos

Amanhã.......
Que os frutos sejam saudáveis
Mesmo que nasçam feios
E fiquem feios por algum tempo
Mas que se tornem belos
E belos sejam até o dia que não der mais
Porque aprendi que nada dura para sempre
Mas o suficiente para ser gravado
E sentido no fundo da alma

Gratidão infinita
Cada momento teve sua significativa perfeição
Porém sinto muito por não ter aproveitado mais
E por não ter vivido mais
Intensamente como era esperado
Mas ao meu modo foi maravilhoso
Prometo.

Não somos os donos dos acontecimentos
Apenas os guias
E o que foi, deixou de ser e não voltou a ser
Um dia será!
Contradizendo o sempre que não dura
E se não for não é culpa de ninguém
Simplesmente não era pra ser.